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Voluntariado ( art.º 2.º
da Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro)
É o conjunto de
acções de interesse social e comunitário, realizadas por pessoas, no
âmbito de projectos, programas e outras formas de intervenção ao serviço
dos indivíduos, das famílias e da comunidade, desenvolvidos sem fins
lucrativos por entidades públicas ou privadas.
Mas afinal, o que é um voluntário ?
É aquele
que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade.
Segundo a
definição das Nações Unidas,
"o voluntário é o
jovem ou adulto que, devido a seu interesse pessoal e seu espírito
cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas
formas de actividade, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros
campos..."
Assim, ele realiza o trabalho gerado pelo impulso solidário,
atendendo tanto às necessidades do próximo quanto às
suas próprias motivações pessoais.
Perfil e características do voluntário
São sete os
princípios básicos nos quais assenta o perfil do voluntário da Cruz
Vermelha:
1. Participativo
- concretizado através das diferentes actividades e nos órgãos próprios
da instituição.
2. Comprometido
com todos, em especial com os mais vulneráveis.
3.
Capacitado/Formado - o voluntário deve ter uma formação específica
para a actividade que desenvolve.
4. Motivado
- fundamental para a continuidade do Voluntariado, supõe uma especial
atenção às expectativas e necessidades do voluntário, bem como um
acompanhamento da sua acção.
5. Disponível
para as tarefas que se propõe, bem como no tempo dado à formação e
participação.
6. Polivalente
- a participação deve ser diversificada a nível do campo de acção,
rentabilizando ao máximo os recursos.
7. Cooperativo
- ser capaz de trabalhar em equipa é fundamental para o desenvolvimento
dos objectivos a que se propõe a Instituição.
Responsabilidades do Voluntário
Cada voluntário tem
responsabilidades de acordo com a
Sociedade Nacional da Cruz Vermelha ou do Crescente Vermelho para a
qual escolheu trabalhar e também de acordo com aqueles a que oferece
ajuda. Estas são as suas responsabilidades essenciais:
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Ter
permanentemente em atenção as necessidades do próximo. |
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Em caso
de dúvida sobre a posição da Cruz Vermelha ou Crescente
Vermelho, pedir um conselho, antes de agir, à sua Sociedade
Nacional. |
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Ajudar o
próximo a ajudar-se a si mesmo. |
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Estar
disposto a assumir as responsabilidades e tentar ser acessível
aos outros. |
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Ser
realista quanto às suas capacidades e limites. |
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Tentar
servir na medida dos seus meios, mas ser aberto e perseverante
na sua acção. |
Ser capaz de
transmitir a informação recebida ou o conhecimento adquirido, e de
avaliar o trabalho desenvolvido. |
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Tentar reforçar
a posição da Sociedade Nacional, informando-se, para isso, dos seus
objectivos, princípios e políticas. |
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Procurar adoptar
atitudes positivas e transmitir o seu entusiasmo. |
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Estabelecer
relações de trabalho positivas com os outros voluntários, através da
comunicação entre eles e da consciência da importância da "interacção". |
Direitos e Deveres do voluntário
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Carta de Direitos e Deveres do voluntário da Cruz Vermelha Portuguesa
Direitos
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Reconhecimento e respeito dos direitos consignados nos estatutos
e regulamentos da Instituição. |
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Realizar
uma acção voluntária de acordo com as suas capacidades, aptidões
e interesses. |
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Respeitar o compromisso adquirido com a Cruz Vermelha. |
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Ser-lhe
dada uma tarefa específica e bem definida. |
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Ser
reconhecido pelo trabalho que desenvolve com acreditação e
certificação. |
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Receber
treino para a execução da tarefa. |
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Receber
formação inicial e contínua. |
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Estar
informado sobre os objectivos, duração e lugar das actividades
que vai realizar. |
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Fazer
avaliações regulares do seu desempenho. |
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Participar das decisões que dizem respeito ao seu trabalho. |
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Participar democraticamente na eleição dos órgãos do corpo que
representa. |
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Deveres
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Respeitar as regras relativas ao uso do
emblema e impedir o seu abuso. |
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Empenhar-se em oferecer os melhores serviços possíveis. |
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Desempenhar as missões sem discriminação alguma quanto à
nacionalidade, raça, sexo, opiniões políticas ou crenças
religiosas. |
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Respeitar o desejo de descrição daqueles a quem se oferece
ajuda. |
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Promover
a compreensão mútua. |
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Responder às necessidades de outrem com humanidade e simpatia. |
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Formar-se para as actividades e funções que lhe são confiadas. |
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Em caso
de dúvida sobre a posição da Cruz Vermelha ou Crescente
Vermelho, pedir um conselho, antes de agir, à sua Sociedade
Nacional. |
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Ser
capaz de transmitir a informação recebida ou o conhecimento
adquirido, e de avaliar o trabalho desenvolvido. |
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Participar activamente na Instituição conforme estipulado nos
estatutos e regulamentos. |
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Vantagens de ser voluntário
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"Os voluntários não são como os outros."
As possibilidades
proporcionadas aos voluntários variam muito consoante o tipo de serviço
e as acções desenvolvidas pelas
Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em
todo o mundo. As possibilidades enunciadas embaixo são aquelas que podem
ser consideradas ideais, variando o seu grau de acessibilidade.
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Adquirir
e aperfeiçoar novas competências e conhecimentos. |
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Participar em cursos de orientação e de formação interessantes. |
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Poder
optar por entre o leque de tarefas e familiarizar-se com aqueles
que provaram saber desempenhar bem a tarefa; ajudar os jovens,
desenvolvimento, formação, assuntos internacionais,
administração, finanças, emergência em caso de catástrofe,
saúde, trabalho social, ou qualquer outra actividade
desenvolvida pela Sociedade Nacional. |
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Aprender
a ajudar os outros através de serviços para a comunidade. |
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Participar em operações de socorro, quer no plano nacional, quer
no plano internacional. |
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Representar a Sociedade Nacional em reuniões, ateliers,
congressos ou seminários. |
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Participar
activamente na busca de soluções para os problemas. |
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Como ser voluntário
Se quer ser voluntário
da Cruz Vermelha Portuguesa, poderá fazê-lo dirigindo-se à Delegação ou Núcleo
da nossa Instituição mais próximo do seu local de residência, apresentar-se como
candidato a voluntário e solicitar uma entrevista.
Trabalho voluntário
é toda actividade desempenhada no uso e gozo da autonomia do prestador do
serviço ou trabalho, sem recebimento de qualquer contraprestação que importe em
remuneração ou auferimento de lucro.
O trabalho
voluntário tem se tornado um importante factor de crescimento das Organizações
Não Governamentais, componentes do
Terceiro Sector. É graças a esse tipo de trabalho que muitas acções da
sociedade organizada têm suprido o fraco investimento ou a falta de investimento
governamental em educação, saúde, lazer etc.
Actualmente existem diversas organizações que se utilizam do trabalho voluntário
de milhares de pessoas, não só no Brasil como em todo o mundo. Um bom exemplo de
uma organização internacional é a
Cruz Vermelha"[1]
que tem ramificações em vários países.
Uma forma
de trabalho voluntário com a participação de milhões de pessoas é a
computação voluntária, em que indivíduos instalam sistemas em seus
computadores pessoais para colaborar em
projectos científicos doando capacidade ociosa dos mesmos.
O trabalho
voluntário, ao contrário do que pode parecer, é exercido de forma séria e muitas
vezes necessita de especialização e profissionalismo "[2],
já que empresas de toda sorte, como hospitais, clínicas, escolas, etc precisam do
auxílio de profissionais formados em várias áreas.
Como ser um bom voluntário
Qualquer pessoa pode ser voluntária, independente do grau de
escolaridade ou idade, o importante é ter boa vontade e responsabilidade.
Neste site existem mais de 4.850 entidades cadastradas,
pesquisa
uma perto da sua casa ou trabalho, veja se a área de actuação da entidade está
de acordo com a sua intenção de trabalho, e depois da escolha marque um dia para
conhece-la pessoalmente.
Se não der certo com a primeira entidade, não desista, tem muita
gente precisando da sua ajuda. Tente outra vez.
E se tudo der certo, óptimo! Sinta como a entidade funciona, e do
que ela necessita, talvez você tenha que pesquisar um pouquinho e sugerir uma
tarefa.
Por exemplo, pintar a entidade por fora ou por dentro, cadastrar
doadores no computador, ajudar a organizar um evento ou fazer uma festa. A
iniciativa é sua.
Seja humilde. O fato de você estar ajudando os outros não significa
que você será paparicado e que seu trabalho não possa ser criticado.
O trabalho voluntário exige o mesmo grau de profissionalismo que em
uma empresa, se não maior.
Existem regras a seguir, por mais meritória a causa, e não desanime
se nem todos vibrarem e baterem palmas pelo seu trabalho.
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